quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Relatório- viagem de estudos Roteiro dos Jesuítas

No dia 16 de fevereiro do corrente ano, o professor Antônio Lindvaldo, realizou a viagem de estudos que teve como roteiro o caminho dos jesuítas. Foram visitadas as Igrejas de Nossa Senhora da Conceição de Comadaroba (Laranjeiras), Nossa Senhora de Lourdes (Itaporanga d’Ajuda), Nossa Senhora do Socorro (Tomar do Gerú) e o Colégio dos Jesuítas (Itaporanga d’Ajuda).
Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Comandaroba

Os alunos da disciplina Temas de História de Sergipe I (THSE1) saíram do campus da Universidade Federal de Sergipe que fica em São Cristóvão para a primeira localidade por volta das 7:30 da manhã. Ao chegar à Igreja Nossa Senhora da Conceição de Comadaroba, Antônio Lindvaldo, o professor responsável pela viagem dividiu a turma em sete grupos e pediu para eles olharem, anotar e fotografar aspectos da igreja como a arquitetura, as pessoas que foram donas daquela igreja depois da expulsão dos jesuítas de estado e que se enterraram dentro da igreja, os santos que representam os diversos tipos de religiosidade da época, entre outros aspectos. Após isso, o professor pediu para cada grupo expor o tema que foi dado.
A igreja foi feita com mão-de-obra indígena, com a ajuda dos jesuítas; ela mistura aspectos do Barroco, Maneirismo e Renascentismo. Possui escadas de pedra no altar, três tribunas colaterais e retangulares com treliça, como toda igreja da época, ela possui púlpito, onde os padres e religiosos pregavam; em um arco acima do altar existe a inscrição “Tota Pulcra ES Maria” que é o símbolo da devoção da devoção a Maria. Na fachada principal existem janelas e arcadas postas simetricamente, frontão com volúpias e encilhada de cruz, coro com três janelas retangulares separada do frontão por cornijas ( fachas que existe abaixo das janelas para separar), duas torres sineiras. A igreja possui santos que representam diversos tipos de devoção do Catolicismo, segue abaixo a ordem de posição no altar principal do santo e o tipo do Catolicismo:

Sagrado Coração de Jesus-Direita, com a entrada das famílias proprietárias, houve a incorporação Dele na Imaginária da igreja (nas imagens de santos da igreja).
São José- Esquerda, é um santo que foi colocado mais recentemente ( Era Vargas) e mostra o lado trabalhador.
São Benedito- Esquerdo acima, Catolicismo festivo/ popular.
Nossa Senhora da Conceição- Centro, padroeira de Portugal e representa o Catolicismo português.
São Gonçalo- Direita acima, representa o Catolicismo festivo, ou seja, popular.
Fachada da Igreja ( arquivo pessoal)
Por ser período de quaresma, os santos estavam cobertos. Além desses santos temos a presença de Santa Efigênia e Nossa Senhora do Rosário.
Oratório da igreja Nossa senhora de Comandaroba (arquivo pessoal)
Após o termino da Atividade, os alunos junto com o professor, a monitora ( Josefa Eliene) e uma aluna convidada que está fazendo sua monografia sobre a Fazenda Tejupeba ( Josineide), entraram no ônibus e se dirigiram para o próximo destino: a Fazenda Tejupeba. O ônibus chegou por volta das 11h30min no seu destino; chegando à Fazenda, o professor separou a turma em dois grupos, um de 20 e outro de 19 pessoas e cada um ficou responsável de procurar barras de cereais que foram escondidas uma no colégio dos Jesuítas e outra na igreja.
Santos cobertos por causa da Quaresma (arquivo pessoal)
O território onde se encontram o colégio e a igreja era uma aldeia indígena e possuía uma floresta imensa que foi pedida ao Capitão Manoel pelos jesuítas de Salvador; as terras foram cedidas e os jesuítas ficaram conhecidos por fabricarem embarcações até o ano de 1704 quando morre o principal fabricante, José Torres de Milão, e os jesuítas param de fazer os barcos; além da fabricação de barcos, eles criavam gado e usava mão-de-obra indígena para a fabricação da igreja e para cuidar do gado. O colégio serviu de morada para os jesuítas e não foi uma escola para a formação de jesuítas, como o Colégio de Salvador; o colégio sergipano só oferecia ensino primário para os filhos das pessoas que habitavam no território. Após a expulsão dos jesuítas em 1759, a fazenda passou para outros donos, entre eles o Barão e Baronesa de Estancia e a família Mandarino (que são os atuais donos).
Púlpito da igreja de Comandaroba ( arquivo pessoal)
Chegada a igreja (arquivo pessoal)
Após a visita a Tejupeba, a turma foi almoçar em um restaurante em Estancia e após o almoço a viagem seguiu a seu ultimo destino: Tomar do Gerú. Durante o percurso, o ônibus quebrou, atrasando assim a chegada ao destino por aproximadamente 2 horas; após esse percalço, conseguimos chegar a ultima igreja a ser visitada, que é mostra do que deu certo.  A igreja de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro tem o altar banhado de ouro, símbolo dos jesuítas no teto e a imagem do fundador dos jesuítas, São Inácio de Loyola; o terreno onde se localiza a igreja era a tribo dos Kiriri que eram chamados pelos Tupinambás de Tapuias. Com a conquista de Sergipe, as terras passaram as ser dos Carmelitas; os jesuítas compraram as terras, fizeram aldeamentos e depois surgiram as fazendas; ao contrário da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Comadaroba e Nossa Senhora de Lourdes, a Igreja de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro pertence à Diocese De Estancia. Por termos chegado atrasados, chegamos à igreja por volta das 18 h e não demorou tanto comparado aos outros lugares que visitamos.   
Professor distribuindo as tarefas (arquivo pessoal)
 Espero que gostem das fotos e até a próxima.
Beijos: Fátima Souza

Foto com a turma ( fonte: Prof. Antonio Lindvaldo)
Colégio dos jesuítas.

Segundo andar do colégio dos jesuítas

Igreja de Tejupeba

Parte interna da igreja

Parte interna da igreja

Altar da igreja de Tejupeba

Igreja de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro Tomar do Gerú

Simbolo dos jesuítas

Altar da igreja de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro

Púlpito da igreja de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro

Vista da janela da Igreja de Nossa Senhora de Comandaroba

Cruzeiro a frente da igreja de Tomar do Geru


São José e Santo Antonio

Turna após a chegada a Itaporanga d'Ajuda ( fonte: Prof. Antonio Lindvaldo)

São Inácio de Loyola- fundador dos jesuítas

Oratório da Igreja de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Como viviam os índios no território sergipano antes da colonização?


Não temos muita informação sobre nossos primeiros habitantes, pois eles não tinham a cultura da escrita; eles transmitiam seus ensinamentos e costumes de forma oral. Os documentos escritos que temos sobre os índios no Brasil e em Sergipe foram escritos pelos europeus, com a visão cultura deles; mesmo assim com esses documentos, descobrimos um pouco d como os índios viviam no Brasil e em Sergipe antes dos europeus aparecerem.
Existiam muitas tribos espalhadas no território que hoje é Sergipe, veja alguns nomes de tribos e onde ficavam:
Litoral: Tupinambá
Sul: Kiriri
Norte: Boimé, Kaxagó, Katu, Xocó e Romari.
A tribo que mais se sabe informações sobre ela, quais eram seus costumes, símbolos, regras sociais, divisão social de trabalho, organização politica, entre outras noticias são os Tupinambá. Eles eram um povo guerreiro, A guerra era uma oportunidade de vingar seus parentes mortos, de obter prestígio, de reafirmar seu território, de ser o rito de passagem para os Tupinambás mais jovens e de obter prisioneiros de guerra para serem sacrificados em rituais que fortaleciam as alianças com as tribos amigas.
Por serem um povo guerreiro, os tupinambá tinham o costume de escurecer a pele com Jenipapo para se esconder dos espíritos maus ou para irem para à guerra e fazer um ritual chamado Couvade que consiste em quando a criança do sexo masculino nascia o pai ficava 40 dias deitado debaixo da rede guardando o filho dos espíritos ruins e das doenças que poderiam pegar a criança; passado esse tempo, o menino era banhado, pintado e fazia-se uma oferta cerimonial de unhas de onça e garras de pássaros e colocava-se um pequeno arco e flecha com um molho de ervas que significava os inimigos a serem comidos em rituais no futuro.
Tudo isso parece absurdo para a nossa cultura, mas não podemos esquecer que era a cultura deles e que devemos respeitar.
Beijos e até a próxima: Fátima Souza
Fontes:http://historiaemdocumentos.blogspot.com.br/2011/08/os-indios-de-sergipe_22.html
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Os-Indios-Em-Sergipe/164004.html
Apostilha THSEI.


Fonte:Google.