terça-feira, 2 de abril de 2013

Viagem de Pesquisa Casa da Torre Garcia D'Ávila


Quadro que mostra a colonização das terras
No dia 23 de Março do corrente ano, a turma de Temas de Historia de Sergipe I, junto com a turma de Historia de Sergipe II e Historia de Sergipe para Idosos realizaram uma viagem para Mata de São João, cidade onde fica o castelo de Garcia D’Ávila e a Praia do Forte. As turmas saíram de Aracaju por volta das 7h da manhã e chegou ao Castelo por volta das 11 h.
Artefatos arqueologicos
Ao chegar ao local que tem a maquete do castelo, um quadro que retrata a colonização daquelas terras, artefatos da arqueologia e dá acesso ao castelo; o professor Antônio Lindivaldo iniciou uma aula sobre a história da casa e de Garcia D’Ávila, seu primeiro dono, essa aula foi dividida em duas partes: Uma parte em um salão na parte de entrada da Fundação Garcia D’Ávila e a outra debaixo de uma árvore perto das ruínas do castelo.
Vista frontal da maquete
Garcia D’Ávila tem uma origem incerta, veio com Tomé de Souza que queria fazer uma base administrativa na Bahia e Garcia se torna o almoxarife que fiscaliza a cobrança de direitos régios. Ele conhecia bem as terras baianas e por isso sabia que com a produção de açúcar no Recôncavo Baiano, tinha-se a necessidade de se produzir farinha de mandioca (principal produto consumido pelo povo), carne bovina, leite e derivados, além da mão de obra indígena; diante dessa necessidade e sabendo que era um negocio rendável, Garcia larga o cargo de Almoxarife ( que ganha muito bem), compra terras e passa a criar gado; com o tempo, ele começa a estabelecer seus interesses e expandir sua criação de gado; para se ter uma ideia, Garcia chegou a ter terras até o atual Estado do Piauí (terras que antes eram habitadas por indígenas), além de criar gado, ele alugava terras para outras pessoas. Quando Garcia morreu, em 1609, era o homem mais influente do Brasil Colonial; Francisco Dias D’Ávila, seu neto, assume a fortuna da família e continua o legado do avô começou.
Vista da maquete da Casa- quintal
Em 1778 inicia-se o regime de Morgado que faz com que os D’Ávilas só casem com pessoas da família para não haver a fragmentação dos bens e determina que quem herda a fortuna é o filho primogênito. A casa de Garcia D’Ávila recebeu vários nomes entre eles: Castelo da Torre, Torre de Garcia D’Ávila, Torre de Tatuapara, Solar da Torre, Solar de Tatuapara; Nela passaram 3 séculos e 10 gerações dessa família que teve declínio com o problema de sucessão no regime de Morgado, pois o ultimo casal D’Ávila não tiveram filho e pela queda do regime de Morgado, cada pessoa da família D’ Ávila casou com quem quisesse e houve a fragmentação das terras( cada um pegou uma parte), aliado a isso veio o a forte concorrência com o gado do Sul e a carne gaúcha passou a dominar o mercado.
Quadro representando Garcia
Ao olharmos para as ruínas do castelo que foi abandonado no séc  XIX mais ou menos na mesma época da transferência da capital São Cristóvão para Aracaju e que por anos passou a ser local para mato, surfistas e aventureiros que vem a casa com curiosidade e um local para riscar as paredes com pornografia, podemos ver um pouco da historia dos D’Ávilas.
Após a aula expositiva, todas as pessoas que participaram da viagem tiveram a oportunidade de entrar e fotografar as ruínas do castelo. Logo após, todos retornaram ao ônibus e foram almoçar na Praia do Forte e aproveitar para se divertir um pouco; à tarde por volta das 17 h, as atividades foram encerradas com o retorno de todos os participantes ao estado de Sergipe.



Entrada da casa



Objetos que representam os indigenas


Vista lateral da Casa

Vista da capela 

Capela

Quintal da Casa Senhorial


Parte interna da capela


Parte interna da Casa

Vista de uma das janelas superiores

Parte interna

Parte superior do castelo


Vista da janela

Essa visão facilitava os donos do Castelo saber quem chegava

Praia do Forte

Vista da janela para o mar

Praia do Forte
Vista lateral do castelo
Castelo visto de lado

Projeto Tamar que fica na Praia do Forte
Vista lateral da maquete

Nenhum comentário:

Postar um comentário